SIMPLIX UMA PLATAFORMA ADAPTATIVA INCLUSIVA
Resumo:
As plataformas adaptativas vêm sendo introduzidas nas escolas e em outras instituições de ensino oferecendo experiências educativas atraentes, criativas e interativas. As transformações tecnológicas que ocorreram na sociedade influenciaram no comportamento humano modificando e tornando o homem mais dinâmico e autônomo, fazendo com que o ensino adapta-se com metodologias e técnicas pedagógicas inovadoras objetivando uma aprendizagem efetiva dos alunos, principalmente, os que possuem necessidades especiais. A inclusão no ensino desses alunos com necessidades especiais tornou-se uma realidade nas escolas e a pedagogia precisou evoluir na mesma velocidade utilizando tecnologias adaptativas educativas para garantir um ensino de qualidade. Na pesquisa será analisado o artigo sobre o estudo de caso da plataforma adaptativa Simplix que atua como instrumento educacional inclusivo nas salas de atendimento educacional especializado (AEE). A plataforma adaptativa Simplix compõe de um programa educacional, tecnologia assistida e plataformas de colaboração como eixos fundamentais do seu funcionamento. Através desses eixo é possível realizar intervenções pedagógicas se psicossociais relevantes para um melhor direcionamento ao atendimento mais individualizado do aluno. A plataforma adaptativa Simplix já faz parte da metodologia pedagógica de instituições educacionais, no entanto, precisa-se fazer uma análise crítica avaliando a contribuição dessa tecnologia para o ensino e seus impactos na aprendizagem adequado aos diversos níveis cognitivos e psicomotoras do aluno com deficiência.
Palavras-chave: Plataforma adaptativa Simplix, Inclusão, Tecnologia Educativa, Inovação
Abstract :
Adaptive platforms are being introduced in schools and other educational institutions offering engaging,
creative and interactive educational experiences. Technological transformations that have
taken place in society have influenced human behavior, modifying and making man more dynamic
and autonomous, making teaching adapt to innovative pedagogical methodologies and techniques
aiming at effective learning for students, especially those with special needs. The inclusion
in the teaching of these students with special needs became a reality in schools and pedagogy
needed to evolve at the same speed using adaptive educational technologies to ensure quality
teaching. In the research will be analyzed the article on the case study of the adaptive
platform Simplix that acts as a tool used in specialized educational attendance (AEE) rooms.
The Simplix adaptive platform comprises an educational program, assistive technology and
collaboration platforms as the fundamental pillars of its operation. Through these axis it
is possible to carry out relevant pedagogical and psychosocial interventions to better
target the student's more individualized service. The Simplix adaptive platform is
already part of the pedagogical methodology of educational institutions, however,
it is necessary to make a critical analysis evaluating the contribution of this technology
to teaching and its impacts on learning appropriate to the different cognitive and
psychomotor levels of students with disabilities.
Keywords: Adaptive Platform Simplix, Inclusion, Educational Technology, Innovation
Introdução
Na escola o educador vai se deparar com inúmeros desafios e um deles é garantir o aprendizado para as crianças e jovens com necessidades especiais ou com a defasagem no aprendizado. Lidar com salas de aulas com capacidade máxima de alunos, níveis e velocidade de aprendizagem diferenciados e outras questões socioemocionais e cognitivas fazem que o educador precise estar preparado com um apoio pedagógico para o acompanhamento no desempenho do estudante e mudanças que ocorrem no processo educativo como afirma Costa(2021, n.p.) “O cérebro humano evoluiu ao longo de milhares de anos, por isso é altamente resiliente e adaptável às circunstâncias em mudança.” A educação perpassa por transformações significativas que influenciam no modo de aprender, e que em cada indivíduo a associação dos conteúdos acontece em ritmos cognitivos diferentes. A utilização de máquinas que possuem inteligência podem auxiliar o indivíduo na sua aprendizagem individualizada, mas são incapazes de fazer uma autoanálise,
Inteligência Artificial (IA) é uma vertente da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos e máquinas que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente. (Costa,2021, n.p)
Sabendo disso, o homem evolui muito mais que a máquina e seu pensamento atinge níveis cognitivos cada vez mais avançados capazes de programar por inteligência artificial produtos que possam vir a ajudar a pessoas que possuem limitações físicas e mentais a serem inseridas em qualquer nível ensino. Para Valente (1991, p.1) “As crianças com deficiência (física, auditiva, visual ou mental) tem dificuldades que limitam sua capacidade de interagir com o mundo. Estas dificuldades podem impedir que estas crianças desenvolvam habilidades que formam a base do seu processo de aprendizagem.”
O desenvolvimento das habilidades e competências é uma meta das escolas para o ensino contemporâneo de acordo com as orientações sobre os fundamentos pedagógicos da BNCC
A BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho)(Brasil, 2018,p.15)
Potencializar a aprendizagem do aluno com necessidade especial requer a utilização de tecnologia como apoio didático-pedagógico e para oferecer um ensino mais personalizado e acessível como nas palavras de Sanches (1991, p.121) “para a maioria das pessoas as tecnologias torna a vida mais fácil, para uma pessoa com necessidades especiais , torna as coisas possíveis”. A aplicação de uma plataforma adaptativa é um recurso que pode contribuir para o trabalho de educadores promovendo a inclusão de alunos com necessidades especiais alcançando, assim, os resultados esperados e atendendo as expectativas da comunidade quanto a qualidade do ensino. Essas plataformas são chamadas de machine learning como define Costa
Aprendizado de máquina (em inglês, machine learning) é a ciência de fazer os computadores agirem sem comandos, sendo considerado um método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos. É uma vertente da inteligência artificial que se baseia na ideia de que sistemas podem aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana .(Costa, 2021,n.p.)
O avanço tecnológico na educação traz novas perspectivas ao ensino inclusivo que há algum tempo precisava de metodologias e técnicas para auxiliar e garantir o aprendizado de uma parcela relevante da população que não possuía acesso à educação de qualidade ou não conseguiam continuar seus estudos pelas dificuldades de acompanhar os cursos. Na Declaração de Salamanca (1994, art.37) aborda sobre o acolhimento da escola para o aluno com necessidade especial “Toda escola deve ser uma comunidade coletivamente responsável pelo êxito ou fracasso de cada aluno. O corpo docente, e não cada professor, deverá partilhar a responsabilidade do ensino ministrado as crianças com necessidades especiais [...].”.A escola precisa ser um ambiente verdadeiramente inclusivo, com possibilidades de fornecer uma educação melhor para os alunos, utilizando tecnologias e metodologias que permitam um aprendizado onde o aluno avance em suas habilidades e competências dentro do seu próprio ritmo de aprendizagem. As tecnologias fornecem essa possibilidade para uma grande quantidade massiva de alunos e com a qualidade esperada pela instituição. As tecnologias adaptativas vem com essa proposta inovadora
As plataformas de computação cognitiva utilizam aplicações com algoritmos avançados de machine learning que entendem a linguagem humana natural, como textos e imagens e processam informações e tomadas de decisões baseadas em aprendizado de experiências anteriores, semelhante ao funcionamento do nosso cérebro. São estudos e aplicações que viabilizam um caminho com várias possibilidades de usos em diferentes segmentos da sociedade, incluindo a educação. (Costa, 2021, n.p.)
Investimentos em tecnologias desse nível possibilita a inclusão de indivíduos com necessidades especiais fornecendo um acompanhamento personalizado pela instituição através de coleta de dados importantes para a construção de estratégias pedagógicas que possam melhorar o desempenho do aluno e sua interatividade com o ensino.
A pesquisa teve como metodologia a revisão bibliográfica realizada a partir dos pressupostos teóricos e como objetivo principal realizar uma análise aprofundada sobre a plataforma adaptativa SIMPLIX baseada no artigo “Tecnologia Educacional Adaptativa: Estudo de caso da plataforma educacional Simplix apresentada no IV CINTEDI- Congresso Internacional da Educação Inclusiva.
2 Desenvolvimento
Plataforma adaptativa Inclusiva
As plataformas adaptativas trazem uma perspectiva inovadora e inclusiva no ensino contemporânea onde percebemos a urgência de uma evolução na educação para pessoas com necessidades especiais. Essas plataformas atendem as particularidades de cada individuo na aprendizagem como aponta Costa (2021, n.p.)
As plataformas adaptativas empregam uma combinação de tecnologias de big data e de Inteligência Artificial (IA) para identificar preferências, padrões de assimilação, pontos fortes e deficiências. O objetivo é sempre melhorar o desenvolvimento individual, reconhecendo as formas com que cada aluno aprende mais facilmente. Isso inclui, entre outros quesitos, os horários e formatos de entrega de conteúdo mais úteis aos perfis dos estudantes. É um sistema de aprendizagem personalizada que adapta inteligentemente as etapas de ensino em resposta ao progresso do aluno.
A inclusão escolar de alunos deficientes no ensino regular tem crescido no país. O Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), realizado em 2015, constata que o número de alunos deficientes no ensino regular aumentou 6,5 vezes em 10 anos: de 114.834, em 2005, para 750.983 em 2015. A necessidade da criação de uma plataforma que possa oferecer aos alunos nas salas de atendimento especializado AEE`s um aprendizado mais personalizado e multidisciplinar é uma realidade com a plataforma adaptativa Simplix, que atende essa demanda que vem pressionando as instituições escolares para um ensino de qualidade e que envolva, também, as dimensões como a psicológica e sociopedagógicas. A plataforma Simplix apresenta suporte, conteúdo , autoria e conteúdos digitas voltada para as atividades interativas visando intervenções psicopedagógicas e apoio ao diagnóstico dos alunos com necessidades especiais
No entanto, é necessário evoluir nas metodologias que estão sendo adotadas para, de fato, proporcionar uma aprendizagem efetiva as crianças e jovens. Atualmente temos uma geração de estudantes que já nasceu digital, e o uso correto das novas tecnologias acaba sendo um grande aliado nessa inclusão. As plataformas adaptativas estão sendo aplicadas em sala de aula para proporcionar uma experiência diferente de aprendizado aos alunos. Quando o aluno tem algum tipo de deficiência, o professor pode utilizar essa ferramenta como aliada para atrair a atenção do aluno, motivar o aprendizado coletivo e adequar o conteúdo às necessidades dele. Como pontua Perrenoud (2001, p.51) “a diferenciação do ensino significa inevitavelmente romper com a forma de equidade, interessar-se mais por alguns alunos, atendê-los mais, propor-lhes atividades diferentes, julgá-los de acordo com exigências proporcionais às suas possibilidades independente de suas limitações”.
Mas seria possível criar uma plataforma adaptativa simples que possibilite a acessibilidade e autonomia do aluno com necessidades especiais promovendo um aprendizado significativo? É o que veremos a seguir.
2. 1 Plataforma Adaptativa Simplix
A educação Inclusiva é um direito garantido por lei e que oferece oportunidade o aluno com necessidades especiais a participar e interagir com o ensino de qualidade e para o educador não exige apenas uma formação na área pedagógica, mas, é necessário uma apoio técnico e pedagógico para um aprendizado adequado as necessidades cognitivas, psicoemocional e físicas desse aluno. O principal desafio seria tornar as aulas interessantes utilizando uma metodologia inovadora antenada com o perfil do aluno atual que passa maior tempo na internet conhecido como os Screenager
Eles são acordados por um alarme em um celular e checam as últimas mensagens no mesmo aparelho, muitas vezes antes de saírem da cama. Eles vão à escola ou trabalham em um veículo que apresenta informações baseadas na tela ou em um sistema de entretenimento, e passam a maior parte do dia interagindo com um tipo de tela ou outro. À noite, eles interagem com seus amigos através de telas e podem finalmente sentar para relaxar com a internet. (Costa,2021,n.p)
Os jovens e crianças adoram novidades tecnológicas e têm afinidade com essas ferramentas. A utilização de instrumentos tecnológicos em sala de aula torna os alunos mais atraído ao aprendizado. O aluno com deficiência tende a ficar mais concentrado durante a aula quando são utilizados recursos que estimulem vários de seus sentidos de forma adequada, e a tecnologia possibilita a construção de múltiplos estímulos. A utilização da plataforma Simplix, como o nome já diz, vem com o propósito de facilitar o aprendizado do aluno de forma simples e intuitiva como afirma Martins
A plataforma adaptativa educacional Simplix é um software desenvolvido para atender as demandas da sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE). É um sistema adaptativo que permite ao profissional, criar e aplicar pranchas multimídias (com som e imagens) nos campos da Comunicação Alternativa e também com atividades interativas através de intervenções alinhadas com o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). (Martins, et. al., 2020, p.6)
Fonte: Martins,2020, p.6
A plataforma adaptativa Simplix foi criada para que não haja problemas na comunicação e interação do aluno com o aprendizagem. A comunicação vem como pilar dessa plataforma. O funcionamento da plataforma baseia-se na utilização de interface simples, funcional e autoexplicativa, em uma prancha onde são inseridos os conteúdos de forma intuitiva e em conforme o uso da plataforma e os alunos acessam facilmente as atividades através de um teclado inteligente Multifuncional(TiX) que oferece suporte ao conteúdo digital sob a forma de pranchas de comunicação multimídia, integradas aos módulos de Comunicação Alternativa e Atividades Interativas, permitindo a utilização de diferentes métodos e a criação de atividades específicas de acordo com a individualidade do indivíduo atendido.
Percebe-se que a utilização de pranchas interativas com imagens e sons permitem o acesso dos alunos aos conteúdos através de uma comunicação alternativa(CAA) que participam das atividades interativas ampliando a aprendizagem desses alunos com necessidades especiais.
As plataformas adaptativas Simplix surgem como solução na educação para que os obstáculos que impeçam a comunicação e a interação no ensino sejam superados e que o indivíduo possa expressar seus sentimentos e necessidades. A Simplix já está sendo utilizada como ferramenta de inclusão em vários locais de todo o país como nos estados de Pernambuco, Paraná, São Paulo e Maranhão atingindo, assim, um número significativo de pessoas com deficiência no Brasil, além de ter recebido inúmeros prêmios nos Estados unidos, Chile e Emirados Árabes.
3 Considerações Finais
Percebe-se no artigo estudado sobre a plataforma adaptativa Simplix que a educação tradicional já não atende as necessidades dos alunos, principalmente, os que possuem deficiências físicas ou intelectuais. O investimento em tecnologias traz resultados surpreendentes e satisfatórios na aprendizagem desses alunos. Com a tecnologia os alunos que apresentam alguma deficiência e até mesmo os que têm algumas particularidades no modo de aprender se tornam protagonistas do próprio aprendizado, conduzindo o conhecimento de maneira a se adaptar melhor às próprias necessidades. Outro ponto importante é a questão da comunicação e interatividade do aluno com o conteúdo que é estimulado, assim, como a cognição e a relação com o mundo e o conhecimento. Outra vantagem dessa plataforma é a possibilidade única de trabalhar várias habilidades e competências garantindo que todos os estudantes tenham oportunidades iguais sem que nenhum deles seja prejudicado. A concentração aliada a tecnologia, ao contrário do que se pensa, é muito vantajosa para o aumento da concentração em alunos, por exemplo, com deficit de atenção ou hiperativos.
Pessoas diferentes não aprendem em um ritmo igual e tentar forçar isso é algo que costuma ser ineficiente. A plataforma Adaptativa Simplix atenta para os vários tipos de inteligência permitindo, assim que, o tempo de cada um seja respeitado.
A utilização de plataformas adaptativas Inclusivas com a Simplix traz uma inovação para o ensino dando oportunidade a indivíduos muitas vezes excluídos dos processos educacionais a possibilidade de avançar na sociedade como cidadão participativo e autônomos. Com a tecnologia todos têm a chance de brilhar e aprender.
A partir da análise feita sobre a plataforma adaptativa Simplix não foram encontrados fragilidades na aplicação da plataforma e sim um avanço na qualidade do ensino, por fim, recomenda-se um maior aprofundamento em futuros estudos sobre o assunto.
4 Referências Bibliográficas
Brasil,(2018) Os fundamentos pedagógicos da BNCC Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf acesso em 07/09/2021
Brasil, Ministério da Educação. Declaração de Salamanca. Sobre princípios, políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>. Acesso em 05/09/2021
Costa, D. (2021). O Cérebro Humano X inteligência Artificial[e‐book] Flórida: Must University
________ (2021). Computação Cognitiva e Machine Learning [e‐book] Flórida: Must University
________(2021). Plataformas Adaptativas e Ensino Personalizado [e‐book] Flórida: Must University
________(2021). Screenares [e‐book] Flórida: Must University
Martins ,G & Oliveira, D. da S. & Oliveira, J. A. B. & Ribeiro, M. L. Q.(2020) “Tecnologia educacional adaptativa :Um estudo de caso da plataforma adaptativa SIMPLIX” Editora Realize.
Disponìvel em https://editorarealize.com.br/editora/ebooks/cintedi/2020/TRABALHO_EV137_MD7_SA100_ID800_11092020111039.pdf Acesso em 03/09/2021
Sanches, Norberto.(1991) A informática e a comunicação: O visualizador da fala - um instrumento ao serviço da educação de treino da fala. In IV Encontro Nacional de Educação Especial: Comunicações . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Perrenoud, Philippe(2021) .A pedagogia na escola das diferenças – fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed.
Valente, José Armando(1991). Liberando a mente: computadores na educação especial. Campinas – SP – Graf. Central da UNICAMP.

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